
domingo, 27 de março de 2011
Baixando a bola da voracidade energética...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009
BORBOLETAS...
Tem leves borboletas de papel crepon para enfeitar o quarto...
Tem graciosas borboletas de plástico colorido para prender mensagens...
Tem brilhantes borboletas de metal para colocar no painel...
Tem blusas e meias de borboletas, cadernos e canetas de borboletas, brincos e colares de borboletas, óculos e velas de borboletas...
Enfim, nas lojas, tem borboletas fabricadas para todos os gostos e todos os bolsos...
É porque as borboletas, as borboletas de verdade, as borboletas vivas, são lindas, são belas, são encantadoras, mesmo...
Ou talvez eu deva dizer "porque as borboletas ERAM lindas"...
Porque quase não há mais borboletas...
Porque estamos matando as borboletas...
Como estamos matando as abelhas...
Como estamos matando os ursos...
Como estamos matando os elefantes...
Como estamos matando as baleias...
Como estamos matando e já matamos tantos outros seres...
Como estamos desfigurando e já desfiguramos "nosso" belo planeta...

Como o planeta permitiu isso?Como o planeta permitiu que nós, pequenos homens, nos tornássemos tão mortíferos?
Porque o planeta não se defendeu?
Porque o planeta não se defende e não se livra dos homens como nosso próprio corpo humano se livra naturalmente de uma doença?
O aquecimento global bem poderia ser a febre que vem vindo, no ritmo do planeta Terra, para eliminar estes pequenos seres peçonhentos que somos...
quinta-feira, 28 de maio de 2009
GRAVÍSSIMA PERGUNTA...
Quando falo "certas coisas", penso nos hoje chamados agrotóxicos, nos dejetos de algumas indústrias, em muitos medicamentos alopáticos, nos gases de escapamentos de carros e outros veículos, nos cigarros -os fumantes que me perdoem...-, nos conservantes alimentares e outros corantes, etc. Etc pois com certeza esqueci alguns...
Quando falo "vida na terra", penso nas nuvens, nas águas, nas terras, nas pedras, nos verdes, nos bichos e nos homens. Acho que não esqueci de ninguém!...
Não se sabia que essas coisas eram nocivas para a vida na terra porque esta nocividade é invisível.
Mas aos poucos, com a ocorrência de mortes, malformações, doenças e distúrbios, tornou-se evidente que todos esses produtos eram perigosos, alguns até letais.
Minha pergunta é: enquanto não sabíamos que todos estes produtos eram nocivos, eu entendo que fossem usados por nós, mas agora que sabemos, e isso já faz tempo, por que ainda estão sendo usados e, ainda por cima, usados maciçamente?!?!??!?!??!?!??!
Quem tiver uma ponta de resposta, me diga!
A quem vier me falar em dinheiro, vou dizer que não, que não é possível que se coloquem na balança mortes, malformações, doenças e distúrbios de um lado e dinheiro do outro!
OU ENTÃO FICAMOS LOUCOS!
LOUCOS E PERIGOSOS!
terça-feira, 17 de março de 2009
O PASSEIO NA CENTENÁRIO, OU VAMOS INVERTER?
Pois é, sempre gostei das árvores da avenida Centenário, variadas, muitas frondosas, anciãs, viçosas, florescendo fartamente, com caras de árvores felizes, isso é bom, me faz bem!
Eu passava de carro e sempre apreciava a paisagem, en passant... Volta e meia, gostava de andar na parte alta, nem sei o nome da rua, mas fica abaixo da Martagão Gesteira, do lado direito no sentido Shopping Barra. Um dia também arrisquei andar no passeio da própria Centenário mas quase logo fiquei atordoada pelo barulho e pela velocidade dos carros, experiência angustiante que não quis repetir nunca mais! Isso é mesmo incrível, como o ponto de vista pode mudar em tudo a experiência: dentro do carro, uma tranquila e prazerosa paisagem descortinando-se, fora do carro, um ameaçador inferninho de zoada e agitação... Ao meu ver, esta pequena experiência também mostra o quanto nossa cidade é dos donos de carros, e o quanto os não-donos de carros são esquecidos por inteiro...
2008: obra na Centenário! Havia real necessidade de obra pois toda chuva maior alagava a avenida a ponto de torná-la intransitável, um verdadeiro desastre! A foto vai nos ajudar a lembrar.
No pacote da resolução deste baita problema de alagamento periódico, vem a transformação da área, do Hospital Santo Amaro até a orla, passando pelo Chame-Chame - Shopping Barra nos dias de hoje-, em um espaço de lazer, com pracinhas, banquinhos, brinquedos infantis, ciclovias e vias de caminhada. Vamos lá então! Encana-se e cobre-se o rio que já tínha virado esgoto graças à irresponsabilidade dos homens -nós!-, raspam-se as encostas, que ficam quase na vertical -as árvores que se segurem!-, para alargar a avenida de vale. Obra realizada a toque de caixa, tempo é dinheiro, especialmente em anos de eleições... Para quem já assistiu o filme O Senhor dos Anéis, ficou parecidíssimo com o canteiro de Saruman, o mago mau, preparando-se com toda a intensidade para a batalha final.
O resultado, convenhamos -e olhe que sou cricri-, ficou bonito: as árvores parecem ressair mais, ficaram como que mais visíveis, enfim o olho gosta.
Pontos positivos: muitos pedestres têm usado as novas vias para transitar entre o Hospital Santo Amaro e o Shopping Barra; tanto na entrada do bairro do Calabar quanto perto do Shopping, algumas pessoas têm levado os filhos para brincar e andar de bicicleta, melhor quando a guarda muncipal está aí, para proteger de roubos dos poucos e pequenos bens, tipo celulares.
sábado, 17 de janeiro de 2009
POLUIÇÃO VISUAL...
Meu olhar se cansa do tanto de informações que o assediam nas ruas da cidade, em casa, na mesa, e não estou falando de informações sobre o mundo, tipo telejornal, não, estou falando em escritos, marcas, nomes, números, logomarcas, imagens. Todos os produtos das indústrias, inclusive alimentos, vêm em caixas, frascos, papéis, e todas essas embalagens levam nome, logomarca, cores, explicações... Nas ruas, a mesma coisa, na televisão e no shopping nem se fala...
Não sei se outros humanos sentem assim, mas além do meu olhar que fica como que atulhado , logo é o meu pensar que fica com estafa, e, o pior de tudo, acho que meu próprio viver fica poluído, e fico com vontade de gritar MEEEEEEENOOOOOOOS!!!!
Será por isso que muita gente precisa sair da cidade para refazer as energias? Para despoluir o olhar, o pensar, o viver? Para resgatar a esquecida simplicidade da vida?
Let me be among trees and windsAmong birds and bugs and butterflies
Among waves and rocks
Among clouds and stars
Among moons and suns
Among earth and skies
Let me simply be
Vez ou outra, tenho um acesso desses, uma língua me chama, e hoje não censurei...
Penso que vivemos entupidos de informações visuais desnecessárias e que, como tudo, isso há de acabar um dia. E tem mais: espero estar viva ainda nesse dia para saborear, com o olho e o pensamento, a leveza e o frescor de paisagens analfabetas...
domingo, 20 de julho de 2008
DICAS PARA RECICLAGEM DE LIXO
Para nos ajudar nesta nobre tarefa, temos em Salvador várias cooperativas de recicladores de lixo, o figurino manda entrar em contato com a cooperativa mais perto de sua casa para reduzir o custo do transporte, a pesquisa do Google ajuda a localizar as cooperativas da cidade.
Insisto em outro ponto, não são apenas os maiores consumidores que podem e devem reciclar, todos podemos e devemos reciclar: quem de nós não usa sacos de plástico, garrafas de refrigerantes, latinhas, jornal de vez em quando e por aí vai? Então, não importa onde e como você mora, é só você se juntar com os vizinhos para ter um certo volume de recicláveis que aí a cooperativa vem buscar! Eles normalmente fazem algumas recomendações para o lixo não ocupar muito espaço no caminhão, tipo desmontar e dobrar caixas por exemplo, pois o transporte custa caro.
Era isso, e, para concluir, junto minha voz à do Gandhi numa idéia que prezo muitíssimo:
ARTE COM TAMPINHAS PLÁSTICAS
Pois é, para início de conversa, concordo: sempre se pode perguntar se é arte... Uns acham arrasador de lindo, outros medonho de horroroso, paciência, sem surpresa, cada cabeça é um mundo, isso, a gente já sabia...
O que eu posso garantir é que, como tudo na vida que fazemos para valer, tem sido uma aventura singela! E esta aventura começa com a pena que eu tinha de jogar fora e de ver jogar fora, sem mais nem menos, as tais das tampinhas de garrafas plásticas de bebidas: eu achava um objetinho redondinho bonitinho, vale dizer que adoro a figura de círculo, mas isso fica para outro escrito. Achava também seu plástico mais encorpado, me parecia concebido para uma vida mais longa, para mais histórias.
Na realidade, muitos objetos no mundo de hoje me deixam assim perplexa com o que fazer com eles depois do uso, de única vez ou múltiplas, para o qual eles foram planejados: cabos de escovas de dentes –particularmente os de plásticos coloridos translúcidos-, corpos e tampas de canetas, papeis de presente, caixas de sapatos, vidros de conservas e todas as embalagens... Penso que todos deveríamos ir ao menos uma vez por ano “visitar” o aterro sanitário de nossa cidade para tomar a medida -a desmedida!- de nosso lixo! Ver na tela da televisão não basta para darmos o estalo, tem que ver com os próprios olhos as montanhas de lixo e sentir com o próprio nariz o insuportável fedor...
O que acontece também é que fico “viajando” na fabricação, de A a Z, de todos esses objetos. No caso específico de minhas tampinhas, quantos operários, engenheiros, químicos, artistas, criadores, designers, marqueteiros, se debruçaram em seus poços de petróleo, tubos de ensaios, pranchetas, monitores, para chegar até elas, redondíssimas, densas, eficientíssimas, quase infindáveis, e também coloridas, atraentes, sedutoras? E toda essa inteligência e matéria prima vão, depois de um único uso, parar no aterro sanitário? Isso no melhor dos casos, porque achei tantas nas ruas e nas praias!!! E aí, onde estiverem, vão demorar séculos para desintegrarem-se? E é isso mesmo? Está tudo bem para todo o mundo? Concordo não!!!
Aí, comecei a pensar em qualquer coisa que se poderia fazer para, ao mesmo tempo, poupar nosso ambiente e salvar algumas dessas tampinhas do esquecimento prematuro. Minha primeira idéia era colar ou pregar as tampinhas numa placa de compensado para formar alguma figura colorida, parecia muito trabalhoso mas, ainda na dúvida, comecei a juntar as tampinhas.
Neste início da caça às tampinhas, arrastei comigo em minha inofensiva obsessão alguns amigos e familiares. Volta e meia, minhas filhas, uma adolescente e a outra quase adolescente, me censuravam ao pegar-me em flagrante de badameirismo nas ruas da cidade: “Minha mãe, se controle” ou “Tá sujésima, esta tampinha!” Meu filho, ainda criança mesmo, curtia a “catação” e apontava para mim os tesouros despercebidos!
Já não me lembro de como veio a idéia de enfiar as tampinhas num fio de náilon, mas lembro que o projeto era fazer uma cortina de porta, como tem de madeira, de sementes, todo mundo já viu uma dessas... Aí teve que ver como furá-las, dificuldade técnica, que foi resolvida com ferro de soldar, esta sendo uma tarefa enfadonha e fedorenta que confesso ter logo terceirizada...
Não tenho como contar a história das artes de tampinhas sem falar de todo o arco-íris de suas cores. As mais comuns são as translúcidas, as brancas e as azul marinho, todas meio sem graça mas ainda assim imprescindíveis para fazer os fundos das mandalas. As vermelhas já são mais raras e também essenciais para dar vida a qualquer desenho, será coisa de cor de sangue? Nessa escala do mais corriqueiro para o mais raro, seguem as aquáticas azul turquesa e as mimosas roxinhas, duas belas cores, refinadas, charmosas, acho que porque mistas de cores chamadas primárias! Confesso que já sofri paixão obsessiva por elas, chegando a usar de sedução com alguns garçons de restaurantes e barzinhos para conseguir alguns preciosos exemplares... Na categoria das mais raras, entram todas as verdes, floresta, rúcula e alface. Aqui, e apesar de envergonhada, tenho que contar que certa feita, cometi o disparate de comprar uma dúzia de fofas garrafitas de refrigerantes só por causa de suas verdes tampinhas! Mas era para uma grandíssima causa: a confecção da bandeira do Brasil para a copa do Mundo de 2006! Vejam a foto e convenham comigo: foram reais bem gastos!
Então, depois de ter juntado boa quantidade de tampinhas de todas as cores, tive a idéia das mandalas e aconteceu o que considero ser uma pequena mágica: centenas de tampinas à toa, sujando as calçadas, as praias, engordando nossas montanhas de lixo, transformam-se em bandeira do Brasil, em mandalas, em fuxico, em estrela, todas sendo suaves mensageiros do vento para os ouvidos e coloridos ímãs para o olhar!
Toda história tem uma moral, esta também tem. Se nós, humanos, ainda fôssemos ambientalmente corretos, não teria essa produção e consumo desenfreados de tantos sofisticados objetos descartáveis e poluentes, e seria muitíssimo melhor do que tentar reciclá-los... Mas, enquanto ainda somos irresponsáveis com nossa mãe terra, as mandalas de tampinhas dançam, cantam e brilham ao sabor do vento e do sol...
Agradecimentos
Agradeço a todos os amigos que me presentearam com pequenas safras e grandes tesouros de tampinhas, a Alex e Jane que furaram tantas tampinhas para mim, a Karla que montou a primeira cortina gastando o dedão da mão pois a técnica de furação ainda não estava apurada, a Hilda e Jane –ela de novo- que sempre realizaram a montagem das mandalas comigo, ou até “semigo” depois que comecei a estudar, a todos meu muito obrigado!!!




